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A meta oficialmente está removendo o controle dos anunciantes

A estratégia que o Google demorou 8 anos para derrubar, o que são sitemaps e uma opinião sobre a qualidade das propagandas.

September 8, 2026

NA EDIÇÃO DE HOJE:

📉 Meta e Google tiraram oficialmente o volante da sua mão (de novo)
🗺️ O básico de SEO que ninguém faz mas que é muito cobrado
⏳A estratégia que o Google demorou 8 anos para derrubar
💬 Opinião: Será que as propagandas ficaram piores?

NOTÍCIAS

Meta e Google tiraram oficialmente o volante da sua mão (de novo)

Se você sentiu que alguns botões andam sumindo na hora de criar um anúncio, não é paranoia.

O Meta e Google Ads vêm reduzindo, de forma sistemática, o controle manual de posicionamentos.

Na Meta, a exclusão manual de posicionamento está sendo desligada do Gerenciador de Anúncios.

Traduzindo: quando o rollout completar, você não vai mais poder excluir o Audience Network, travar a entrega só no Instagram ou bloquear aparelhos e sistemas operacionais específicos.

No lugar da exclusão, a Meta oferece as "regras de valor", que permitem reduzir o lance de um posicionamento indesejado em até 90%.

Mas atenção pra pegadinha: reduzir lance não é excluir.

Reduzir o lance só diminui a prioridade daquele posicionamento no leilão.

Toda vez que o leilão ficar barato o suficiente, ele volta a aparecer.

Ou seja, você perde uma alavanca importante de controle de entrega e de custo, e isso dói mais em contas grandes.

Do outro lado, o Google está testando algo parecido na Performance Max: uma tela onde você não escolhe onde o anúncio aparece, apenas sinaliza quanto valoriza cada canal.

Você indica a preferência, mas quem decide a distribuição continua sendo o algoritmo.

Rotas diferentes, mesmo destino: você cada vez menos com a mão no volante.

E o ponto que quase ninguém percebe de primeira. O golpe mais sério não é na operação, é na hora de aprovar orçamento.

Quando você libera verba adicional, quem decide pra onde ela vai é o algoritmo, não o seu time de mídia.

O bottom-line dessa notícia é: a saída é declarar pro algoritmo, com dado de qualidade, o que de fato funciona na sua operação.

Quem já alimenta as plataformas com conversão de qualidade consistente (o famoso CAPI) vai sentir pouco. Mas quem ainda não montou essa estrutura vai ficar a mercê do algoritmo.

Listamos os 4 pontos que você precisa revisar no Gerenciador HOJE, antes da mudança bater na sua conta:

👉 4 coisas para rever AGORA nas suas contas de anúncios antes das mudanças

SEO & ESTRATÉGIAS

O básico de SEO que ninguém faz mas que é muito cobrado

Antes de sonhar com primeira página, existe uma ação mais básica que quase ninguém para pra fazer.

Você já se perguntou: o Google sabe que as suas páginas existem?

Parece óbvio, mas não é.

O crawler do Google não entra no seu site pela porta da frente e sai fuçando tudo por conta própria. Ele precisa de um mapa.

E esse mapa é conhecido como sitemap.

É um arquivo que diz, com todas as letras, o que existe no seu site e o que merece ser indexado, evitando que páginas importantes fiquem perdidas em um local que o robô nunca visita.

O problema é que muita gente pula essa etapa achando que é "coisa de dev" e depois não entende por que o conteúdo bom simplesmente não aparece.

A verdade é que sem sitemap configurado e submetido no Search Console, você está apostando que o Google vai adivinhar toda a estrutura do seu site.

E ele geralmente não é um bom advinho.

👉 Acesse o passo a passo completo: como criar o sitemap, como configurar no Google Search Console e como garantir que o Google finalmente enxergue tudo que você produziu.

GOOGLE ADS & ESTRATÉGIAS

A estratégia que o Google demorou 8 anos para derrubar

Se você já gerenciou Google Ads alguns anos atrás, provavelmente rezou pela cartilha do SKAG.

E para quem não sabe o que é Single Keyword Ad Group: um grupo de anúncio pra cada palavra-chave, texto colado no termo, página alinhada à busca.

Era o ápice do controle. E funcionava muito: relevância alta, Quality Score alto e CPC mais barato.

Só que o Google foi, aos poucos, afrouxando a correspondência.

Primeiro erro de digitação, depois ordem das palavras, depois as variações próximas.

Até que nem os colchetes da correspondência exata seguravam mais quais buscas acionavam seu anúncio.

Em 2021, o modelo hipercontrolado do SKAG começou a ruir de vez.

O que veio no lugar foi a AI Max.

Em vez de você definir cada palavra-chave na unha, a IA do Google lê o conteúdo do seu site e a intenção da busca pra decidir qual termo, qual anúncio e qual página combinam melhor.

A mesma lógica que fazia o SKAG brilhar, só que agora quem opera é a máquina.

E aqui está a virada de chave que muita gente não sacou: o seu site virou peça central da campanha.

No modelo antigo, você desenhava quase tudo dentro do Google Ads. Agora, é o conteúdo das suas páginas que ensina o algoritmo a entender cada busca e escolher pra onde mandar o usuário.

Sem conteúdo pra diferentes intenções da jornada, a IA fica sem munição.

Lembrando: só 5% do mercado está pronto pra comprar agora.

Os outros 95% ainda estão se formando. Quem só captura demanda pronta (a especialidade do SKAG) está brigando por uma fatia minúscula (e muito cara) do bolo.

👉 Descubra como testar o AI Max sem virar a conta de cabeça pra baixo

APRESENTADO POR VALENTE CARDOSO

Como sua empresa pode criar um novo canal de vendas?

Expandir o faturamento nem sempre significa contratar mais vendedores ou aumentar o investimento nos canais que sua empresa já utiliza.

Uma alternativa é abrir novas frentes de receita. E as licitações públicas podem ser uma delas.

Todos os anos, órgãos públicos de todo o Brasil abrem oportunidades para empresas de diferentes segmentos. No entanto, acompanhar editais, organizar documentos e participar dos processos exige tempo e conhecimento específico.

A Valente Cardoso cuida dessa operação. A empresa funciona como um departamento de licitações terceirizado, assumindo essa frente enquanto o seu time continua focado no negócio.

Assim, sua empresa consegue acessar um mercado inteiro sem precisar criar uma estrutura interna do zero para isso.

Menos custo fixo. Mais canais de receita. E acesso a oportunidades de venda para o poder público em todo o Brasil.

Conheça a Valente Cardoso

OPINIÃO DO ESPECIALISTA

Será que as propagandas ficaram piores com o tempo?

pessoas se encarando querendo saber a resposta

As vezes bate aquela sensação de que os anúncios de hoje em dia são mais chatos, mais genéricos e pouco relevantes?

Pois é. Agora provaram que isso não é nostalgia.

Um estudo gigante da Effie com a System1 (a "The Creative Dividend", que cruzou 1.265 campanhas) nos traz a seguinte conclusão: a resposta emocional à publicidade vem caindo há mais de uma década.

Mas não pelo motivo que você imagina.

Não é que as pessoas passaram a preferir anúncios "mais corretos" ou piores.

O motivo é (infelizmente) bem mais desconfortável: a criatividade deixou de ser tratada como um ativo dentro das empresas.

O que os números mostram:

A criatividade é o maior multiplicador de lucro que um profissional de marketing controla.

O único fator acima dela é o tamanho da marca, que você não muda no curto prazo.

Uma boa ideia criativa pode multiplicar o lucro em até 12 vezes.

Mesmo assim, 68% dos marketeiros americanos e 62% dos europeus ranqueiam o impacto da criatividade abaixo do que os dados provam.

E tem mais: times com menos confiança em efetividade dependem 49% mais de métricas de curto prazo (impressões, cliques, conversões) e olham menos pro resultado de negócio de verdade (lucro, penetração, market share).

Onde está o nó:

Geralmente o que dá certo no curto prazo, não é o que dá certo no longo prazo.

Mas métricas assim são mais fáceis de rastrear, fáceis de apresentar na reunião de segunda e fáceis de defender pro board.

Então o mercado inteiro caiu numa armadilha: como a criatividade é difícil de medir no dia seguinte, ela virou "risco".

E replicar aquilo que já está dando certo, é o caminho "seguro".

O resultado dessa equação do medo de arriscar e fazer diferente, a pressão constante por resultados de curto prazo e impotência criativa, causam o que vivemos hoje: Propagandas extremamente genéricas e que não serão lembradas no dia seguinte.

Bottom-line:

As propagandas pioraram porque paramos de enxergar criatividade como investimento e passamos a enxergá-la como custo, sacrificando o longo prazo pela métrica que fecha o relatório da semana.

A ironia? Ao fugir do "risco" da criatividade em nome da segurança dos números, o mercado está deixando na mesa justamente o maior multiplicador de lucro que tem à disposição.

Talvez a pergunta certa não seja "essa ideia é arriscada demais?", e sim "quanto está me custando não ter coragem de bancá-la?".

🤔 Sente que sua operação está precisando se adaptar a essas novas mudanças e precisa de uma ajuda com isso?

Quero falar com o comercial da Traktor

vídeo da semana

agora, uma curiosidade...

Você sabia que o hábito nº 1 das pessoas mais inteligentes é mudar de ideia?
Décadas de pesquisa apontam para o "pensamento ativamente aberto": buscar de propósito evidências que contrariam a própria crença, tolerar a incerteza e revisar a conclusão quando os dados exigem.
Aquela pessoa indecisa, que vive trocando de posição? Pode ser a pessoa mais inteligente da sala.

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Um abraço e até a próxima edição.

guilherme zanotto

CEO