Brasil é o 2º país no mundo que mais usa IA para se inspirar a comprar, e uma opinião polêmica.
September 28, 2026
🛒 Por que o Brasileiro usa IA pra pesquisar, mas não na hora de comprar?
💸 Smart Bidding: o fim das campanhas de baixo orçamento no Google Ads
✍ Será que cansa do seu anúncio é você ou o seu cliente?

Tem um comportamento novo e curioso tomando conta da jornada de compra do Brasileiro: o cliente confia na IA pra descobrir, mas ainda pisa no freio na hora de passar o cartão.
O 10º relatório Future Shopper, da VML, mostra que a IA virou hábito consolidado nas compras: 82% dos consumidores globais já usam alguma ferramenta de inteligência artificial durante a jornada.
Só que a confiança tem limite, 58% ainda checam a recomendação da IA em fontes tradicionais antes de fechar negócio.
Traduzindo: a fase de pesquisa foi turbinada, mas a prova social e os canais clássicos de validação continuam mandando na decisão final.
E aqui entra um dado que interessa demais pra nós que vendemos no Brasil: nosso consumidor é digitalmente mais maduro que o de gigantes como EUA e Reino Unido.
O país mantém 58% do consumo financeiro no ambiente digital, sete pontos acima da média global.
Somos 2º lugar do mundo em usar IA pra inspiração de compra e 3º em busca ativa de informação.
O problema?
Na hora da transação, o índice de adoção despenca de patamares altos pra 2,78.
Esse abismo entre "adorei, a IA me convenceu" e "então tá, vou comprar" é exatamente o maior desafio e a maior oportunidade de conversão do momento.
Tem mais camadas nesse bolo:
53% dos usuários valorizam recomendação que soa genuína, sem cheiro de anúncio empurrado, e 44% acham que a qualidade das buscas até piorou no último ano.
Ou seja, o público está mais exigente e mais impaciente ao mesmo tempo.
Tanto que 48,7% dos brasileiros dizem que não comprariam de empresa que falha em entregar rapidez digital, e 36% topariam dar um orçamento semanal pra um assistente de IA comprar sozinho por eles (acima da média global de 33%).
O comércio agêntico veio para ficar.
A lição pra marca é direta: apareça de forma confiável e verificável nas respostas geradas por IA, construa autoridade real, e concentre o esforço em reduzir atrito entre a inspiração e o checkout.
Quem organizar a casa, alinhar a comunicação em todos os pontos de contato e deixar a navegação fluida é quem vai transformar esse volume gigante de pesquisa em receita de verdade.
👉 Entenda os dados do Future Shopper e como capturar esse novo comportamento de busca aqui

Se o CPC das suas campanhas limitadas por orçamento deu uma subida estranha nas últimas semanas, foi o Google o culpado.
Uma atualização do Smart Bidding, liberada entre 17 e 27 de agosto de 2026 (inclusive, avisamos aqui hein?), parece ter encerrado a chamada "supressão de lances" (bid suppression), segundo análise da Smarter Ecommerce.
Na prática, essa supressão era o mecanismo que fazia campanhas com orçamento apertado comprarem cliques mais baratos e, muitas vezes, baterem metas de ROAS acima do esperado.
Era quase um "desconto de pobre" que o algoritmo dava pra quem estava no teto de verba. Mas agora, esse desconto, ao que tudo indica, acabou.
Os números da análise são bem ilustrativos.
O CPC mediano das campanhas com ROAS-alvo limitadas por orçamento subiu 15,8% logo depois de 17 de agosto.
Já as contas sem restrição de orçamento viram o movimento contrário: o CPC mediano delas caiu 13% no mesmo período.
Ou seja, as oportunidades baratas migraram de quem tinha pouca verba pra quem tem muita.
As perdas de impression share por orçamento dispararam de cerca de 4% para 33%, e a parcela de impressões das campanhas limitadas encolheu de 40% pra 31%.
Vale o disclaimer: esses dados são leitura da Smarter Ecommerce (liderada por Mike Ryan), não relatório oficial do Google.
A gigante mantém a versão de que o objetivo foi entregar performance mais previsível e aderente à meta.
O próprio Google dá o exemplo: uma campanha com CPA-alvo de US$10 que vinha entregando a US$5 agora deve se aproximar dos US$10, a menos que o gestor mexa na meta.
E o que fazer diante disso? As saídas na mesa são claras: aceitar um alcance menor, aproximar a meta de ROAS daquilo que a campanha historicamente entrega de verdade, injetar mais orçamento onde a conta fecha financeiramente, ou até repensar a estratégia de lances.
O recado de fundo é que aquela eficiência antiga era, em boa parte, moldada por um comportamento do sistema que não existe mais.
Reavaliar metas deixou de ser opcional nesse caso.
👉 Veja os dados completos da atualização e os caminhos pra sua operação aqui

Como sua empresa pode criar um novo canal de vendas?
Expandir o faturamento nem sempre significa contratar mais vendedores ou aumentar o investimento nos canais que sua empresa já utiliza.
Uma alternativa é abrir novas frentes de receita. E as licitações públicas podem ser uma delas.
Todos os anos, órgãos públicos de todo o Brasil abrem oportunidades para empresas de diferentes segmentos. No entanto, acompanhar editais, organizar documentos e participar dos processos exige tempo e conhecimento específico.
A Valente Cardoso cuida dessa operação. A empresa funciona como um departamento de licitações terceirizado, assumindo essa frente enquanto o seu time continua focado no negócio.
Assim, sua empresa consegue acessar um mercado inteiro sem precisar criar uma estrutura interna do zero para isso.
Menos custo fixo. Mais canais de receita. E acesso a oportunidades de venda para o poder público em todo o Brasil.

Existe uma frase no relatório The Creative Dividend (Effie + System1) que deveria estar colada no monitor de todo gestor de marca:
"Only marketers get bored of ads".
Só o marketing enjoa do anúncio.
O argumento é contraintuitivo, mas existem dados sustentam esse argumento.
O anúncio não "gasta" do jeito que a gente imagina.
O cliente raramente presta atenção ou vê a peça vezes suficientes pra cansar dela.
Pelo contrário: quanto mais tempo o anúncio roda, mais distintivo ele fica, porque a repetição fortalece o reconhecimento da marca.
Pra provar isso com números, Effie e System1 criaram o Compound Creativity Score.
Analisaram 139 marcas de EUA e Reino Unido ao longo de 5 anos, cruzando com a base Effie de 2017 a 2023.
E a diferença entre as marcas mais consistentes e as menos consistentes é brutal:
as inconsistentes reportam 48% menos resultados de negócio,
têm 3x menos chance de reportar lucro incremental (6,1% contra 17,6%)
e entregam 4x menos ROI (média de 2,1 contra 8,8).
Também existem os cases práticos que ajudam na comprovação.
A Yorkshire Tea mantém cada comercial no ar por mais de 700 dias em média e ganha cerca de 15% de distintividade por ano.
A Apartments.com saiu de US$85 milhões para US$1,1 bilhão de receita em 10 anos renovando sempre a mesma ideia criativa, com a mesma celebridade.
E entre 80 marcas do Reino Unido analisadas, quem deixa o anúncio rodar mais tempo ganha mais distintividade ano após ano.
Aqui vai a leitura sincera: a obsessão por "algo novo" a cada trimestre é quase sempre um problema de quem está dentro da empresa, não do cliente.
O time vê o anúncio todo santo dia, em reunião, em aprovação, em relatório, e cansa.
O cliente viu três vezes, de relance, entre um story e outro.
Quando a marca troca de campanha justo nesse ponto, ela joga fora exatamente o momento em que o público estava começando a colar aquela peça à marca.
E que fique claro: isso não é preguiça de produzir coisas novas.
O relatório é cirúrgico ao definir consistência como a prática disciplinada de renovar e fortalecer as mesmas estruturas de memória.
Tem até uma frase no estudo que resume a filosofia: "repetição disfarçada é a forma mais alta de criatividade".
O trabalho criativo vira encontrar novas formas de dizer a mesma coisa, não inventar uma coisa nova a cada três meses.
O fecho é uma releitura do Michael Porter que vale guardar: estratégia é escolher o que não fazer, e também o que fazer de novo.
Só que existe uma condição inegociável pra tese funcionar, a consistência precisa estar apoiada numa boa ideia, com insight humano e emoção.
Porque repetir uma campanha fraca por cinco anos não constrói marca.
Para descobrir: Formas naturais de aumentar sua imunidade
Para ficar sabendo: Um teste para saber o quão bem você está envelhecendo
🤔 Sente que sua operação está precisando se adaptar a essas novas mudanças e precisa de uma ajuda com isso?
Quero falar com o comercial da TraktorVocê sabia que o seu cérebro processa cerca de 11 milhões de bits de informação por segundo, mas você só tem consciência de uns 40?
O resto roda todo no piloto automático: batimento, respiração, os ruídos da rua, a temperatura da sala.
Ou seja, enquanto você lê essa frase, seu cérebro está filtrando um oceano de dados e te entregando só a gota que interessa.
Se marketing é disputa por atenção, dá pra entender por que ela é o recurso mais escasso do planeta.

CEO
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