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O que 9 milhões de respostas de IA dizem sobre aparecer nas buscas

Como fazer uma imagem do seu produto virar um vídeo dentro do Google Ads e uma opinião polêmica

October 5, 2026

NA EDIÇÃO DE HOJE:

🔍 O que 9 milhões de respostas de IA revelam sobre aparecer nas buscas
🎬 Como usar o Google Veo no Google Ads pra criar vídeo sem gastar com produção
✍ AI Overview: ainda vale produzir conteúdo e medir sucesso por cliques no site?

NOTÍCIAS

O que 9 milhões de respostas de IA revelam sobre aparecer nas buscas

Todo mundo tem um palpite sobre como aparecer nas buscas de IA.

Mas como não somos todo mundo, trouxemos um estudo gigante feito para tirar o achismo da conversa, e algumas conclusões derrubam o que o muita gente vinha repetindo por aí.

O levantamento, publicado no Search Engine Land, analisou 9 milhões de respostas geradas por nove plataformas: ChatGPT, AI Overviews, AI Mode, Gemini, Perplexity, Copilot, Grok, Claude e Meta AI.

Vale o disclaimer: a amostra foca em grandes marcas corporativas, então o comportamento pode variar por setor.

Dito isso, os seis achados são fortes.

Primeiro: sentimento positivo não aumenta citação.

Em cinco plataformas, a relação foi até negativa. Os modelos respondem a volume e profundidade de informação, não a aprovação.

Uma polêmica deixa um rastro de dados maior do que uma empresa bem avaliada mas pouco comentada (o que não é convite pra criar treta de propósito, que fique claro).

Segundo: 64% das citações nascem em páginas comuns de sites.

Uma boa página de produto ganha de um "top 10" superficial.

Terceiro, e crucial pra quem vende: em buscas com intenção comercial, 82% das citações vão pra sites de terceiros e só 3% pra página da própria marca.

Ter conteúdo próprio, porém, multiplica a exposição por 5 e faz a menção durar até 9x mais.

Mesmo assim o jogo é instável: 58% das citações nunca mais reaparecem depois da primeira vez.

Quarto: entre as fontes de terceiros, o YouTube é a maior alavanca, porque a transcrição do vídeo funciona como um documento longo e bem estruturado pra IA ler.

Quinto, o mais perturbador pra quem mede resultado: até 75% das citações nem mencionam a marca (a tal "citação fantasma", quando a IA usa seu conteúdo mas esconde seu nome).

Ou seja, contar citação não faz mais sentido, o caminho é acompanhar share of voice contra os concorrentes.

E sexto: a volatilidade vem da marca, não da plataforma.

Quem é estável tem cobertura profunda de temas no próprio site e menções fortes em terceiros bem avaliados.

A conclusão do estudo é a que a gente já vinha batendo aqui: não existe atalho mágico de GEO.

SEO tradicional, com conteúdo de alta qualidade, é o que determina o sucesso no longo prazo, agora somado a gestão de reputação, roteiros pensados pra transcrição e monitoramento de share of voice.

👉 Veja os 6 achados completos e as recomendações práticas aqui.

MÍDIA PAGA & ESTRATÉGIAS

Como usar o Google Veo no Google Ads pra criar vídeo sem gastar com produção

O custo de produzir vídeo sempre foi a muralha para quem precisa manter criativo fresco nas campanhas.

O Google acabou de derrubar um bom pedaço dessa muralha.

Agora dá pra usar o Google Veo dentro do próprio Google Ads pra transformar imagens da sua biblioteca em vídeos de 5 ou 10 segundos, prontos pra rodar como Short em Performance Max e Demand Gen, sem custo de produção.

Pra quem sofre com fadiga de criativo em PMax e Demand Gen (ou seja, praticamente todo mundo), é um alívio e tanto.

O passo a passo é direto: você acessa o Asset Studio, escolhe a opção de criar vídeo com imagens, seleciona as fotos de origem (uma pra cada cena), define a duração, ajusta template, textos sobrepostos, fonte e cor primária pra bater com a identidade da marca, revisa a prévia e sobe o vídeo pra usar nas campanhas. Simples assim.

Mas tem pulos do gato que valem ouro.

Gere o mesmo vídeo nas três proporções (16:9, 9:16 e 1:1) pra não comprometer nenhum posicionamento.

Use imagens de alta resolução, porque foto ruim vira vídeo granulado em tela grande. Como as duas cenas aparecem em sequência, escolha imagens que contem uma história coerente juntas.

E atenção a uma limitação importante: a ferramenta não aceita rostos humanos, então foto de produto e serviço funcionam muito melhor.

Nos textos, use dois títulos de até 30 caracteres e não desperdice espaço repetindo o nome da marca, que já aparece no início.

As limitações são as esperadas de uma tecnologia nova: máximo de 10 segundos, animações relativamente simples e resultado muito dependente da qualidade das imagens de origem.

Na hora de medir, analise no nível do recurso, priorize métricas de engajamento e, como conversão direta demora mais a aparecer em criativo novo, olhe também conversão view-through, cliques e interação no site pra entender o impacto.

👉 Veja o passo a passo completo com as telas e as boas práticas aqui.

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APRESENTADO POR VALENTE CARDOSO

 

Como sua empresa pode criar um novo canal de vendas?

Expandir o faturamento nem sempre significa contratar mais vendedores ou aumentar o investimento nos canais que sua empresa já utiliza.

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OPINIÃO DO ESPECIALISTA

AI Overview: ainda vale produzir conteúdo e medir sucesso por cliques no site?

pessoas se encarando querendo saber a resposta

Toda semana a mesma dúvida surge de formas diferentes, agora com cara de pânico: se o AI Overview só cresce e entrega a resposta pronta na tela, pra que continuar produzindo conteúdo pro blog?

E mais: ainda faz sentido medir o sucesso das ações orgânicas por acesso ao site?

Vamos separar a pergunta em duas, porque a resposta é diferente pra cada metade.

Produzir conteúdo e investir em SEO: sim, continua valendo.

E aqui está o ponto que muita gente se perde: as buscas não pararam de acontecer, elas só acontecem num lugar diferente.

Antes a pessoa pesquisava e clicava no seu site.

Hoje ela pergunta pro ChatGPT, pro Gemini, pro AI Overview, e a resposta se forma ali mesmo.

Só que essa resposta não nasce do nada: ela é montada a partir de conteúdo bem ranqueado, estruturado e com autoridade.

Ou seja, um bom SEO deixou de ser só o que coloca você na primeira página e virou o que garante que a sua marca seja a fonte que a IA escolhe citar.

Quem para de produzir não economiza esforço, só entrega esse espaço de bandeja pro concorrente.

Agora, medir sucesso por acesso ao site: aí não dá mais.

Essa é a parte que precisa começar a ficar de lado, usar número de visitas como métrica-norte pra dizer se a estratégia orgânica está funcionando ficou defasado.

Se boa parte das buscas se resolve fora do seu site, cobrar da estratégia um volume de cliques que o próprio comportamento do usuário não gera mais é se sabotar.

Você vai olhar pro gráfico, ver tráfego caindo e concluir que o SEO "não funciona", quando na verdade sua marca pode estar aparecendo mais do que nunca, só que dentro das respostas de IA.

Então qual o fecho? Acesso ao site vira apenas mais uma métrica de monitoramento.

Continua sendo bom acompanhar, mas ele não decide mais sozinho se você está ganhando ou perdendo.

O norte passa a ser presença e autoridade: a sua marca está sendo citada, recomendada, lembrada nas buscas, estejam elas no Google ou dentro de uma conversa com a IA?

🤔 Sente que sua operação está precisando se adaptar a essas novas mudanças e precisa de uma ajuda com isso?

Quero falar com o comercial da Traktor

vídeo da semana

agora, uma curiosidade...

Você sabia que o céu noturno está ficando cerca de 10% mais brilhante a cada ano?
É a chamada poluição luminosa, e o ritmo é tão acelerado que uma criança que nasce hoje vendo 250 estrelas no céu vai enxergar só umas 100 quando completar 18 anos.
Em poucas décadas, boa parte da humanidade pode nunca mais ver a Via Láctea a olho nu.
Ou seja: enquanto a gente ilumina tudo lá embaixo, vai apagando o show lá de cima.

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Um abraço e até a próxima edição.

guilherme zanotto

CEO