O Google atualizou, na última sexta-feira (15/05), o seu guia oficial para otimizar sites que desejam aparecer em buscas feitas por IA.
O documento detalha as melhores e piores práticas para quem quer continuar relevante em um cenário onde a busca generativa já faz parte do dia a dia dos usuários.
Neste post, a gente explica o que o Google recomenda e como manter seu site performando bem de forma orgânica.
O SEO ainda é relevante para as buscas feitas por IA?
De forma geral, sim. Os recursos de IA generativa na Busca do Google não operam de forma independente, eles estão enraizados nos mesmos sistemas de classificação e qualidade de pesquisa que já existiam antes.
Ou seja, a IA não ignora o índice de busca tradicional para formular as respostas, ela parte dele. Dois mecanismos deixam isso claro:
RAG (Retrieval-Augmented Generation): Antes de gerar uma resposta, o sistema recorre aos critérios principais de classificação do Google para identificar páginas relevantes e atualizadas sobre aquele tema.
Só depois de selecionar essas fontes é que a IA analisa o conteúdo delas para formular uma resposta mais precisa e confiável, sempre indicando a origem da informação.
Em outras palavras, se o seu site não ranqueia bem pelos critérios tradicionais de SEO, ele dificilmente vai ser selecionado como fonte para uma resposta de IA.
Expansão de consultas: Quando alguém faz uma pergunta, o modelo não se limita à busca literal, ele gera um conjunto de consultas relacionadas para entender melhor o contexto e cobrir outros ângulos relevantes da questão.
Se alguém pesquisa "como consertar um gramado cheio de ervas daninhas", o sistema pode expandir para "melhores herbicidas para gramados", "remover ervas daninhas sem produtos químicos" e "como prevenir ervas daninhas no gramado".
Conteúdos que cobrem um tema com profundidade e abrangência têm mais chances de ser capturados nesse processo.
Como criar conteúdo que as IAs reconhecem e recomendam
Criar conteúdo que as pessoas realmente considerem útil, aquele que responde dúvidas de verdade, é o fator que mais influencia a presença em respostas geradas por IA, mais do que qualquer técnica isolada.
Embora "conteúdo útil" seja algo que varia de público para público, alguns pontos se repetem com consistência:
Escreva pensando em quem vai ler
Seu público e sua persona são o primeiro filtro. Antes de pensar em IA, pense na pessoa do outro lado, ela consegue entender o que você escreveu sem esforço? A organização do conteúdo guia a leitura de forma natural?.
Parágrafos curtos, seções bem definidas e títulos claros fazem diferença tanto para o leitor quanto para os sistemas que classificam o que aparece nas buscas.
Isso também significa calibrar o nível de profundidade do conteúdo para quem você quer alcançar. Um gestor que está descobrindo o tema pela primeira vez precisa de contexto e exemplos concretos.
Um profissional de marketing que já conhece o assunto quer ir direto ao ponto, sem introduções longas.
Quando o conteúdo ignora esse filtro e tenta falar com todo mundo ao mesmo tempo, acaba não conversando com ninguém de verdade, e os sistemas de busca percebem isso na forma como as pessoas interagem com a página: tempo de leitura, taxa de rejeição, profundidade de scroll, esses sinais contam.
Invista em estrutura técnica limpa
Core Web Vitals, crawleabilidade adequada, hierarquia de tags (H1, H2, H3), page schemas, sitemap e robots.txt bem configurados continuam sendo pilares.
A IA precisa conseguir ler e entender seu site antes de recomendá-lo, e uma estrutura técnica mal executada cria atrito nesse processo antes mesmo de qualquer conteúdo ser avaliado.
Isso quer dizer que um site lento, com páginas que o Google não consegue rastrear corretamente ou com uma hierarquia de headings bagunçada, prejudica até o melhor conteúdo.
Core Web Vitals mede a experiência real do usuário ao carregar e interagir com a página (velocidade, estabilidade visual e responsividade). Já a crawleabilidade determina se o Google consegue descobrir e indexar seu conteúdo com eficiência.
Sem isso, não importa o quanto o texto seja relevante, ele não vai chegar até quem deveria chegar.
Produza conteúdo exclusivo, feito por especialistas
Conteúdo genérico perdeu ainda mais espaço com a busca generativa, porque a IA já consegue produzir textos genéricos por conta própria.
O que ela não consegue substituir é a experiência real de quem viveu aquele problema, testou aquela solução ou entende aquele mercado com profundidade.
Quando o material reflete esse conhecimento, ele gera mais valor percebido tanto para o leitor quanto para os sistemas de classificação. O conteúdo que responde com profundidade é o que se mantém relevante nos dois ambientes, na busca tradicional e busca por IA.
O que você não precisa fazer para ranquear nas buscas por IA
À medida que a busca generativa cresce, crescem também as teorias, muitas vezes equivocadas, sobre como se destacar nela. Termos como AEO e GEO circulam bastante nas redes sociais, e junto com eles vêm técnicas que, na prática, não têm influência real na Busca do Google.
O próprio Google se pronunciou sobre isso e desmentiu alguns dos pontos que mais aparecem por aí:
Arquivos LLMS.txt e marcações "especiais": Você não precisa criar arquivos de texto específicos para IA, marcações especiais ou Markdown para aparecer na busca generativa.
O Google consegue rastrear e descobrir diferentes tipos de arquivos além do HTML convencional, então essa camada extra não adiciona nada.
"Fragmentação" de conteúdo: Também não há necessidade de dividir seu conteúdo em partes menores pensando que a IA vai processá-lo melhor.
Os sistemas do Google conseguem extrair as nuances de múltiplos tópicos dentro de uma mesma página e entregar ao usuário o que for mais relevante.
Além disso, não existe um tamanho padrão ideal, páginas mais longas ou mais curtas são priorizadas dependendo do assunto, o que importa é se aquele formato conversa bem com o seu público.
Reescrever conteúdo especificamente para IA: Não faz sentido adaptar a escrita para que a IA "reconheça" melhor o conteúdo.
Os sistemas de IA já conseguem identificar sinônimos e variações de escrita de pessoas reais para conectar o usuário ao conteúdo certo, mesmo quando as palavras exatas não coincidem.
Ou seja, você não precisa se preocupar em cobrir todas as variações de cauda longa ou tentar prever todas as formas como alguém poderia buscar pelo seu conteúdo.
Busca por menções inautênticas: Os recursos de IA generativa do Google mostram o que está sendo dito sobre produtos e serviços na web, como blogs, vídeos e fóruns.
No entanto, buscar menções artificiais não traz o resultado esperado, os sistemas principais de classificação priorizam conteúdo de alta qualidade, enquanto outros sistemas bloqueiam spam, e a busca generativa depende de ambos.
Tentar burlar esse processo costuma sair pela culatra.
Foco excessivo em dados estruturados: Dados estruturados não são necessários para a busca generativa por IA, e não existe nenhuma marcação especial que você precise adicionar só por causa disso.
Ainda assim, continua sendo uma boa prática usá-los como parte da sua estratégia geral de SEO, porque eles ajudam a se qualificar para resultados avançados na Busca do Google.
O recado do Google: o básico bem feito ainda vence
A atualização do guia reforça uma mensagem que o Google repete há anos, e que continua sendo verdade mesmo com a chegada da busca generativa.
Conteúdo útil, estrutura técnica sólida e experiência real de quem escreve são os fatores que realmente movem o ponteiro, as “técnicas especiais para IA" que circulam nas redes são, na maior parte das vezes, ruído.
Se você quer que seu site apareça nas buscas de hoje e nas de amanhã, o caminho continua é entender o seu público, produzir conteúdo que responda às perguntas certas e garantir que a estrutura do site permita que o Google (e as IAs) leiam esse conteúdo sem atrito.
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