A China interrompeu a aquisição da Manus pela Meta na última segunda-feira (27).
Em um comunicado, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (o principal órgão de planejamento do país) informou que está proibida a aquisição da Manus por investidores estrangeiros e exigiu que todas as partes envolvidas no acordo cancelem a operação.
Nesse artigo você vai entender todos os detalhes sobre esse acordo, desde os valores envolvidos até o motivo pelo qual ele foi barrado.
Quem é a Manus?
A Manus foi lançada em 6 de março de 2025 pela Butterfly Effect, com a proposta de ser capaz de superar o desempenho de ferramentas como o Deep Research da OpenAI. Em pouco tempo, a plataforma ganhou grande notoriedade no mercado.
Como o acesso era limitado por convites, algumas pessoas chegaram a vender seus acessos na internet por valores consideravelmente altos em comparação com outras plataformas do mesmo segmento.
Em julho de 2025, a startup demitiu a maior parte de sua equipe em Pequim e transferiu sua sede para Singapura, descrevendo o movimento como uma "expansão global".
Posteriormente, a Meta anunciou a aquisição em dezembro do mesmo ano, depois que a Manus ultrapassou US$ 100 milhões em receita anualizada.
O valor do acordo chegou a US$ 2 bilhões, tornando a operação uma das maiores da história da empresa no setor de inteligência artificial.
Por que o acordo foi barrado?
No cenário atual, a rivalidade entre China e Estados Unidos no setor de tecnologia e IA está cada vez mais acirrada, e esse confronto se refletiu diretamente no acordo entre Manus e Meta.
A China encarou a movimentação com desconfiança desde o início e, em janeiro de 2026, abriu uma investigação formal sobre a aquisição, essa investigação culminou na decisão de impedir a transação que transformaria a Manus em parte da Meta.
Para o governo Chines, o ponto central é proteger tecnologias estratégicas e impedir que ativos de alto valor caiam nas mãos do principal rival do país.
Dessa forma, a China deixa de receber bilhões de dólares que poderiam acelerar ainda mais o desenvolvimento do setor, mas a determinação de proteger sua soberania tecnológica pesa mais do que o capital perdido.
Em contrapartida, o maior prejudicado na situação é a Meta, a empresa do Zuckerberg fica mais distante da liderança no segmento de agentes de IA, um mercado avaliado em US$ 182 bilhões até 2033.
A Meta se pronunciou na segunda-feira afirmando que a transação com a Manus "cumpriu integralmente a legislação aplicável" e que espera "uma resolução adequada para a questão".
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