A OpenAI anunciou uma nova expansão do seu programa de anúncios no ChatGPT, ainda em fase piloto.
A novidade chega para cinco novos países: Brasil, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e México, e representa uma das maiores mudanças no programa desde o seu lançamento inicial, em 9 de fevereiro.
Antes restrito a Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, o programa agora amplia sua base de testes para mercados com alta penetração tecnológica e bases relevantes de usuários.
Com isso, a OpenAI expande o alcance dos testes e também aumenta sua receita gerada em publicidade conversacional, um modelo que a empresa vem apostando como alternativa de monetização além das assinaturas pagas.
Neste guia, vamos tirar todas as suas dúvidas sobre essa expansão.
A partir de quando será possível anunciar nas respostas do chatGPT?
Para o Brasil, os anúncios começam no dia 6 de junho. Para garantir acesso já desde o primeiro dia, é necessário realizar a configuração do OpenAI Pixel ou da Conversions API, sem isso, você pode ficar de fora da largada.
Um ponto importante é que, apesar do Brasil estar oficialmente incluído, a disponibilidade não está aberta para todos os anunciantes brasileiros de imediato. Da mesma forma que, nem todos os usuários brasileiros vão ver anúncios nas respostas desde o início.
Como ainda se trata de uma ferramenta piloto, a OpenAI deve ir realizando ajustes de forma controlada, analisando o comportamento dos usuários ao longo do tempo. Justamente por isso, o ChatGPT ainda não pode ser considerado uma mídia madura no mercado.
Mas ignorar essa plataforma agora também pode gerar consequências negativas no futuro, quem chegou cedo no Google Ads e no Meta Ads sabe bem o que isso significa.
A estratégia mais inteligente nesse momento é entrar na plataforma com consciência dessas limitações, testando com cautela e monitorando os resultados de perto.
Desde quando a OpenAI está testando isso?
Os testes com exibição de anúncios começaram em janeiro, partindo de uma necessidade naquele momento, apenas 5% dos usuários da plataforma eram pagantes, o que tornava urgente a busca por novas fontes de receita.
De início, os anúncios eram disponibilizados apenas nos Estados Unidos, para usuários dos planos gratuito e Go, excluindo os planos mais caros, onde a experiência sem anúncios funciona como diferencial da assinatura.
Essa primeira fase ajudou a OpenAI a entender o que funciona em termos de formato, relevância e aceitação por parte dos usuários.
Com os dados coletados nos países iniciais, a empresa ganhou confiança para expandir o programa e incluir novos mercados, cada um trazendo um perfil diferente de comportamento digital e consumo.
O Brasil entra nessa segunda leva, ao lado de países que também combinam base de usuários expressiva com um mercado publicitário em crescimento.
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Como os anúncios vão aparecer no ChatGPT?
O formato mantém uma premissa de não interromper o fluxo natural da conversa entre o usuário e a IA. Assim, os anúncios são exibidos na parte inferior das respostas geradas, em um espaço claramente identificado como "patrocinado", sem se misturar ao conteúdo orgânico da resposta.
O diferencial que tem sustentado a aceitação desse modelo até agora é a utilidade contextual, isso significa que os anúncios exibidos precisam fazer sentido dentro daquela conversa específica.
Se um usuário está perguntando sobre ideias de roupas para o inverno, os anúncios exibidos serão de produtos e marcas relevantes para aquele contexto, e não qualquer coisa aleatória.
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O que a OpenAI diz sobre privacidade e qualidade?
A OpenAI reforçou que os anúncios não interferem nas respostas orgânicas do ChatGPT, o que faz sentido já que um dos maiores ativos da plataforma é a percepção dos usuários de que as respostas não são influenciadas por interesses comerciais.
Comprometer isso seria comprometer a confiança que sustenta o produto inteiro, além disso, a empresa garantiu que não venderá os dados dos usuários para os anunciantes.
A segmentação dos anúncios, portanto, funciona a partir do contexto da conversa, e não do histórico pessoal de quem usa a plataforma.
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