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Como reduzir pela metade cliques de bot nas suas campanhas

Notícias
8/7/2026
Guilherme Zanotto

Uma conta de Google Ads pode estar recebendo tráfego de alta intenção, com volume relevante e palavras-chave certas, e ainda assim não converter a uma taxa eficiente.

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Quando isso acontece, a primeira suspeita geralmente recai sobre a oferta, a landing page ou o público configurado. Mas existe um problema mais silencioso que costuma passar despercebido, os cliques inválidos e a fraude de anúncios.

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Antes de qualquer ajuste de campanha, vale a pena descobrir se esse é o seu problema.

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Neste conteúdo, você vai encontrar:

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  • Os sinais que indicam cliques inválidos na sua conta, direto no Google Ads, GA4 e Microsoft Clarity

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  • Por que as defesas tradicionais (Google e ferramentas de terceiros) muitas vezes não resolvem

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  • A tática que reduziu cliques inválidos pela metade em um case real

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  • Um passo a passo para testar isso na sua própria conta

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O que são cliques inválidos e fraude de cliques?

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Cliques inválidos são cliques em anúncios que não resultam de interesse de um usuário real.

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Isso inclui desde fraude intencional, como bots programados para gerar cliques ou concorrentes clicando repetidamente para esgotar o orçamento de um anunciante, até situações mais simples, como cliques duplicados por engano.

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O próprio Google categoriza e reporta parte desses cliques como inválidos dentro da conta, e não cobra o anunciante por eles quando os detecta.

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O problema é que a detecção do Google nem sempre captura toda a atividade fraudulenta, o que abre espaço para que uma parte desses cliques continue sendo cobrada normalmente, mesmo sem gerar interesse na oferta.

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Em escala, esse é um problema caro e estima-se que os anunciantes vão perder US$ 172 bilhões por ano com fraude de cliques até 2028, segundo a Juniper Research, um valor que tende a ser ainda maior em setores de alta concorrência e CPCs elevados, onde cada clique custa mais e atrai mais tentativas de fraude.

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Quais são os sinais de que sua conta pode estar sofrendo com cliques inválidos?

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Alguns indicadores aparecem direto nas ferramentas que você já usa no dia a dia, e vale conferir com atenção:

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  • Google Ads: taxas de cliques inválidos reportadas pelo próprio Google acima do esperado para o setor.Um estudo de fevereiro identificou 11,4% de taxa média em 43.700 contas analisadas, mas contas em setores competitivos podem passar de 40%.

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  • CTR anormalmente alto: termos com taxa de cliques acima de 80%, e em alguns casos passando de 100%, são um sinal de alerta forte. Esse padrão foge do comportamento humano esperado, mesmo em buscas de alta intenção.

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  • Microsoft Clarity: gravações de sessão que mostram comportamento típico de bot, como movimentos de mouse repetitivos, ausência de rolagem natural ou sessões que terminam em poucos segundos sem qualquer interação real.

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  • Divergência entre Google Ads e GA4: quando o número de sessões registradas no GA4 é bem menor do que os cliques reportados pelo Google Ads, isso indica que parte do tráfego pago nunca chegou a se comportar como uma sessão real.

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Nenhum desses sinais isolados é uma prova definitiva, mas juntos eles formam um padrão difícil de ignorar.

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Leia também: PostHog vs Google Analytics: qual ferramenta de analytics faz mais sentido para o seu negócio?

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Porque as defesas tradicionais nem sempre resolvem o problema?

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O caminho mais óbvio, ao identificar esses sinais, é recorrer às defesas já disponíveis, como abrir uma investigação com o Google ou instalar uma ferramenta de terceiros para bloqueio de fraude.

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Foi esse o caminho seguido por um cliente da agência StubGroup, que vendia serviços de edição de livros e via tráfego de alta intenção sem a conversão correspondente.

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As ferramentas de terceiros contra fraude, porém, não trouxeram melhora mensurável. Diante disso, a equipe abriu uma investigação formal, e o Google confirmou que havia atividade suspeita na conta, mas afirmou que todo esse tráfego já havia sido detectado e filtrado internamente, sem cobrança pelos cliques inválidos.

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Leia também: Meta Lançou o Business Agent

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O que fazer quando o Google não resolve?

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Sem resposta suficiente do Google e sem resultado das ferramentas de terceiros, a equipe da StubGroup decidiu procurar a solução dentro da própria plataforma. 

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A tática partiu de uma lógica pouco intuitiva, em vez de usar públicos para expandir alcance, como costuma ser o objetivo padrão dessa configuração, a equipe da adicionou 540 públicos pré-definidos do Google às campanhas de Search, configurados como Segmentação e não como Observação.

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O resultado veio rápido, a taxa de cliques inválidos caiu 50% e a taxa de conversão subiu para níveis lucrativos.

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O Google cria centenas de públicos com base em demografia e comportamento de navegação real dos usuários, e fraudadores que trocam de IP dificilmente constroem, ao longo do tempo, um perfil de navegação consistente o suficiente para se encaixar naturalmente nesses públicos.

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Por isso, ao restringir a campanha a esses públicos, o filtro passa a funcionar como uma barreira contra tráfego que não corresponde a comportamento humano, mesmo quando os públicos escolhidos vão além dos que estariam diretamente relacionados ao target da campanha.

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Leia também: Como fazer anúncios de fundo de funil

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Qual a diferença entre configurar públicos como "Segmentação" e "Observação"?

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Com Observação, o Google apenas monitora e reporta dados sobre esses públicos, sem restringir a quem os anúncios são exibidos.

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Com Segmentação, o Google passa a restringir a exibição dos anúncios a usuários que, ao mesmo tempo, acionam as palavras-chave da campanha e pertencem a algum dos públicos selecionados.

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Escolher Observação mantém a campanha exposta ao mesmo volume de tráfego, incluindo o tráfego fraudulento. Escolher Segmentação é o que efetivamente reduz esse volume, filtrando por perfis de navegação reais.

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Leia também: Como aumentar seus resultados com campanhas através do Youtube Creator Partnerships‍

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Quais são os riscos de aplicar esse filtro?

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Ao restringir a campanha a públicos pré-definidos, corre-se o risco de bloquear usuários legítimos que simplesmente não se encaixam em nenhum dos públicos selecionados pelo Google.

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Isso pode reduzir o alcance da campanha e, dependendo da agressividade da configuração, barrar tráfego legítimo junto com o fraudulento.

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Por esse motivo, a tática é recomendada apenas para contas com taxas de cliques inválidos claramente acima do normal, e não como configuração padrão para qualquer campanha de Search.

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Leia também: Entenda a nova definição de atribuição de cliques da Meta

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Como testar isso na sua própria conta?

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O primeiro passo é verificar a taxa de cliques inválidos direto no relatório disponível no Google Ads. Esse dado pode ser visto a nível de campanha, dentro da própria conta de anúncios, na coluna "Cliques inválidos" bastando comparar esse número com o total de cliques da campanha para calcular a taxa.

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Relatório do Google Ads mostrando colunas de cliques, cliques inválidos, impressões, CTR, CPC médio e custo de uma campanha

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Vale comparar esse número com os benchmarks, 11,4% é a média geral, mas setores mais competitivos podem passar de 40% sem que isso seja necessariamente incomum.

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Em seguida, cruze os dados de sessões do GA4 com os cliques reportados no Google Ads, buscando divergências relevantes entre os dois números.

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Se disponível, revise também as gravações no Microsoft Clarity em busca de padrões de comportamento não humano, como sessões muito curtas ou movimentos repetitivos de mouse.

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Caso esses sinais se confirmem, o próximo passo é abrir uma investigação formal com o Google antes de qualquer ajuste na conta.

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Se a resposta do Google não for suficiente, aí sim vale testar a adição de públicos pré-definidos configurados como Segmentação nas campanhas de Search, sempre monitorando de perto o impacto no volume de tráfego e na taxa de conversão. 

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Leia também: Como identificar fadiga de criativo em 2026

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Conclusão

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O case da StubGroup mostra que confiar apenas na detecção automática das plataformas pode deixar dinheiro na mesa, mesmo quando o anunciante já fez tudo o que era esperado, como instalar ferramentas de terceiros e abrir investigações formais.

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Isso não significa abandonar essas defesas tradicionais, e sim entender seus limites. 

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Elas continuam sendo a primeira linha de proteção contra fraude, mas em setores de alta concorrência e CPCs elevados, onde cada clique custa mais e atrai mais tentativas de fraude, elas podem não ser suficientes sozinhas.

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A tática de usar públicos como Segmentação surge como uma solução dentro da própria plataforma, pensada para quando os sinais de fraude já foram confirmados e as respostas padrão não resolveram.

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Não é uma configuração para qualquer campanha, mas para quem já identificou, com dados, que o problema existe e precisa de uma resposta mais direta.

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Com mais de 150 clientes atendidos e +R$180 milhões investidos em mídia, a Traktor sabe identificar quando uma campanha está recebendo cliques inválidos. 

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