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Meta e Google Ads reduziram o controle manual de posicionamento

Notícias
3/9/2026
Guilherme Zanotto

O controle sobre os posicionamentos dos anúncios está diminuindo. Na Meta, a exclusão manual de posicionamento está sendo desligada do Gerenciador de Anúncios.

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No Google, o Performance Max começou a testar uma mudança semelhante. Em vez de permitir que o anunciante controle diretamente onde os anúncios aparecem, a ferramenta permite indicar quanto cada canal é valorizado.

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As duas mudanças chegam ao mesmo lugar por rotas diferentes e o efeito mais sério delas aparece apenas na hora de aprovar o orçamento.

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Com menos controle sobre onde os anúncios são veiculados, fica mais difícil definir exatamente como o investimento adicional será distribuído.

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Neste artigo, você vai entender o que mudou no Meta Ads e no Google Ads, como essas plataformas estão alterando o controle sobre os posicionamentos e quais impactos isso pode trazer para a gestão e a aprovação de orçamento. 

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Como a Meta está reduzindo o controle de posicionamento?

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A Meta está reduzindo as opções de controle manual sobre os posicionamentos dos anúncios, essa mudança acontece em duas frentes, mas elas têm alcances diferentes e precisam ser analisadas separadamente.

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A primeira é a remoção do posicionamento Stories do Messenger, que deixou de ser veiculado no fim de agosto e afeta apenas quem opera via API.

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O anunciante que ainda tentar declarar esse posicionamento recebe uma confirmação de sucesso, mas o valor é descartado silenciosamente pelo sistema, sem gerar erro. A segunda mudança é maior e ainda não tem data oficial de rollout.

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A Meta pretende remover do Gerenciador de Anúncios a opção de excluir posicionamentos, plataformas, aparelhos e sistemas operacionais dos conjuntos de anúncios.

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O aviso já apareceu para parte dos anunciantes dentro da interface, mas ainda não tem um cronograma público e nem confirmação de quando chega para o restante da base.

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Quando essa mudança se completar, os anunciantes não poderão mais excluir o Audience Network, restringir os anúncios ao Instagram ou bloquear aparelhos e sistemas operacionais específicos.

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No lugar da exclusão, a Meta está posicionando as regras de valor como alternativa, permitindo uma redução de até 90% no lance para o posicionamento indesejado. As regras de valor ainda são limitadas.

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Hoje, elas cobrem apenas alguns posicionamentos elegíveis e não permitem definir valores diferentes por plataforma, apenas por posicionamento, aparelho ou sistema operacional.

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Encarecer um posicionamento e excluir um posicionamento são coisas diferentes.

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Uma redução de até 90% no lance diminui a prioridade daquele posicionamento no leilão, mas ele volta a aparecer toda vez que esse leilão ficar barato o suficiente.

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Com isso, o anunciante perde uma ferramenta importante para controlar a entrega e os custos das campanhas, especialmente em contas maiores.

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O que o Google está testando?

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No Performance Max, o Google começou a testar, em caráter experimental e sem anúncio oficial da plataforma, uma tela em que o anunciante ajusta por canal o quanto valoriza as conversões vindas dali.

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Quando o anunciante faz um ajuste positivo, o sistema relaxa o teto de CPA que aceita pagar naquele canal. Dessa forma, ele sinaliza ao Google que aquele canal deve receber mais peso na distribuição das conversões.

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O recurso ainda está restrito a poucas contas e não tem previsão de disponibilidade ampla. Ainda assim, o teste mostra uma mudança na forma como o Google define a distribuição dos anúncios.

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O anunciante indica quanto valoriza cada canal, mas a plataforma continua decidindo onde veicular os anúncios.

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Leia também: Apple Maps começa a exibir anúncios e amplia espaço para negócios locais

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Qual é o impacto dessas mudanças no orçamento?

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Essas mudanças têm impacto direto na operação das campanhas e também na forma como as empresas aprovam novos investimentos em mídia.

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Quando você aprova mais orçamento, esse valor adicional é distribuído pela plataforma de acordo com as decisões do algoritmo.

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Ele pode ser direcionado para os canais e posicionamentos que o sistema considerar mais eficientes naquele momento. A saída que sobra é declarar para o algoritmo, com dado de qualidade, o que de fato está funcionando na sua operação.

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Porém, o dado é valorizado no discurso mas nem sempre recebe o mesmo espaço no orçamento.

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Quando o ano aperta, os projetos como integração de bases acabam virando “fase dois”, porque não rendem uma boa apresentação na reunião de resultados.

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Enquanto era possível controlar manualmente os posicionamentos, as empresas conseguiam adiar investimentos em dados sem sentir tanto esse impacto na operação. Com a redução desse controle, essa margem diminui.

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Para quem já trabalha com automação e fornece dados de conversão consistentes ao algoritmo, a mudança tende a ser menor.

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Para quem ainda não tem essa estrutura, a falta desses dados pode limitar a capacidade de direcionar a verba e melhorar a eficiência das campanhas.

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Leia também: ChatGPT Ads chega ao Brasil: o que muda para marcas e anunciantes

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O que revisar nas suas campanhas agora?

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Antes de qualquer ajuste de estratégia, vale abrir o Gerenciador de Anúncios e conferir quatro pontos:

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  • Quais conjuntos de anúncios ainda têm exclusão manual de posicionamento, aparelho ou plataforma ativa hoje

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  • Se alguma dessas exclusões sustenta uma fatia relevante do custo do mês

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  • Quais eventos de conversão estão chegando ao Meta e ao Google com qualidade suficiente para ajudar os algoritmos a decidir onde direcionar a verba

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  • Se a aprovação de orçamento da sua empresa já considera que a plataforma decide onde investir a verba adicional, em vez do time de mídia

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Essas respostas ajudam a operação a se preparar antes que as mudanças sejam implementadas.

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Leia também: Agora o GA4 te permite ver dados de campanhas do Meta e outras plataformas de anúncio

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Conclusão

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A Meta e o Google estão dando cada vez mais espaço para a automação na distribuição dos anúncios.

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Com isso, entender como os algoritmos tomam essas decisões e garantir que eles recebam dados de qualidade se torna cada vez mais importante na gestão de mídia.

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Para empresas que ainda dependem de controles manuais ou não têm uma estrutura de dados bem definida, esse processo exige uma revisão da estratégia.

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A Traktor pode ajudar sua empresa a avaliar esse cenário e encontrar os melhores caminhos para continuar gerando resultados mesmo com menos controle sobre os posicionamentos.

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