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O que é GTM? Entenda como criar uma estratégia Go-to-Market

Growth e Estratégia
26/8/2026
Guilherme Zanotto

Uma estratégia de Go-to-Market organiza como uma empresa apresenta uma solução ao mercado e como ela transforma essa estratégia em oportunidades. Isso envolve decisões sobre público, posicionamento, canais, vendas e métricas. 

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Por isso, o GTM é essencial para que o seu produto gere crescimento de verdade, ele ajuda a organizar qual mensagem será usada, quais canais fazem sentido e como o marketing e vendas vão trabalhar juntos.

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Porém, muitas empresas tratam essas áreas de forma isolada. A equipe de marketing tem uma meta, vendas tem outra e o atendimento trabalha com seus próprios indicadores.

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Neste guia, você vai entender o que é GTM (Go-to-Market), por que o alinhamento entre marketing, vendas e atendimento é importante e quais são os principais pontos para estruturar uma estratégia de Go-to-Market.

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O que é uma estratégia GTM?

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GTM é a sigla para Go-to-Market, ou “ir ao mercado”. O termo representa o planejamento de como uma empresa vai levar um produto ou serviço até o público e como transformar essa movimentação em resultados para o negócio.

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Isso envolve definir:

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  • Quem é o cliente ideal.

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  • Qual problema a empresa resolve.

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  • Como essa proposta de valor será comunicada.

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  • Em quais canais o público está.

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  • Como os leads serão trabalhados pelo comercial.

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  • Quais métricas mostram que a estratégia está funcionando.

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De maneira geral, o GTM é  uma estratégia que conecta diferentes áreas da empresa em torno de um mesmo objetivo.

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Por que marketing e vendas precisam estar alinhados no GTM?

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Imagine uma campanha que gera muitas oportunidades, mas a maioria delas não tem o perfil adequado para a empresa. O marketing pode considerar essa campanha um sucesso porque ela gerou muitos leads.

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Em contrapartida, o time de vendas pode ter dificuldade para converter essas oportunidades porque elas não correspondem ao perfil de cliente que tem potencial de compra.

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Nesse caso, os dois times podem estar cumprindo suas metas individuais, enquanto o negócio perde eficiência. 

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Assim, quando o marketing e as vendas não trabalham de forma integrada, a campanha pode gerar oportunidades pouco qualificadas, que exigem mais esforço do time comercial e podem trazer clientes de menor valor. 

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Portanto, uma estratégia de GTM precisa unir a geração da demanda com o processo comercial e com o que acontece depois da venda.

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Leia também: O que é Dark Funnel e como ele impacta a jornada de compra B2B?

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Como criar uma estratégia de GTM?

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1. Defina o ICP antes de começar

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O ICP (Ideal Customer Profile) representa o perfil de cliente ideal para a empresa. efinir esse perfil é importante, especialmente no B2B, pois quem tenta vender para qualquer empresa acaba tornando a comunicação genérica.

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Porém, é importante tomar cuidado para não escolher o ICP apenas com base em um modelo pronto, considerando apenas o segmento, faturamento ou tamanho da empresa.

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O ideal é olhar também para os clientes que já estão dentro da operação. Considerando:

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  • Quais clientes têm maior satisfação.

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  • Quais permanecem por mais tempo.

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  • Quais extraem mais valor da solução.

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  • Quais apresentam um LTV maior.

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Essas informações ajudam a achar padrões muito úteis para definir o cliente ideal, ao invés de usar um perfil criado apenas com base em características desejadas.

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2. Construa uma mensagem que deixe claro o seu diferencial

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É insuficiente só dizer de maneira comum o que a empresa faz. O seu negócio precisa esclarecer para quem ela entrega valor ou qual problema resolve.

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Por exemplo, “fazemos marketing” explica a categoria em que a empresa atua, mas não necessariamente mostra como ela trabalha. Em uma estratégia de GTM, a mensagem precisa ser mais específica.

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Pois o objetivo é comunicar uma proposta de valor que faça sentido para o ICP e que possa ser mantida ao longo de toda a jornada do cliente.

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Assim, a mensagem utilizada pelo marketing precisa estar alinhada com o comercial e deve continuar presente no relacionamento com o cliente.

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Quando existe essa consistência, o cliente consegue entender com mais clareza o valor que está sendo entregue. Em contrapartida, quando cada área comunica uma proposta diferente, a experiência se fragmenta. 

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3. Escolha os canais com base no comportamento do cliente

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Só porque um canal está em alta não quer dizer que ele seja adequado para a sua estratégia.

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É comum a sensação de que a sua empresa precisa estar presente em todas as novas plataformas que surgem, porém, é mais assertivo estar onde o seu cliente está e, principalmente, onde ele está mais disposto a prestar atenção na sua mensagem.

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Uma estratégia de GTM pode reunir diferentes canais para cada momento da jornada.

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Uma pessoa pode descobrir um assunto pelo YouTube, aprofundar a pesquisa no Google, entrar em contato com uma empresa pelo LinkedIn e depois ser impactada novamente em outro canal.

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Cada canal desempenha um papel na jornada, e é necessário também considerar isso no planejamento.

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4. Alinhe marketing, vendas e atendimento

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O GTM não termina quando o lead chega ao time comercial. Assim, o marketing precisa entender quais oportunidades de vendas eles conseguem trabalhar. Vendas precisa ter clareza sobre a proposta comunicada ao mercado.

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E o atendimento ou Customer Success precisa conseguir entregar aquilo que foi prometido durante a aquisição. O objetivo é criar um processo em que a aquisição, conversão e a retenção estejam conectados.

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Essa conexão ajuda a evitar que uma empresa atraia clientes com uma mensagem que não corresponde à experiência entregue. Por isso, a estratégia precisa ser pensada de ponta a ponta.

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5. Escolha métricas que mostrem o impacto no negócio

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Medir cada indicador isoladamente pode ser insuficiente. Por exemplo, a equipe comercial pode aumentar o número de vendas, mas ao mesmo tempo reduzir significativamente o ticket médio.

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Nesse caso, mesmo com o crescimento do volume de vendas, não quer dizer que a campanha se tornou mais rentável. Por isso, as métricas precisam conversar entre si e estar relacionadas ao objetivo da estratégia.

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Dependendo do objetivo do GTM, podem ser relevantes indicadores diferentes ao longo da jornada, como:

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  • geração de oportunidades;

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  • conversão;

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  • ticket médio;

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  • custo de aquisição;

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  • receita;

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  • retenção;

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  • LTV.

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A escolha das métricas depende muito do que a empresa está tentando alcançar. 

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Leia também: Seu cliente B2B não está só no LinkedIn: como escolher o canal certo

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Conclusão: Qual é o papel do GTM no crescimento?

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Uma estratégia de Go-to-Market ajuda a transformar diferentes ações de marketing e vendas em uma operação mais integrada.

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Público, posicionamento, canais e atendimento, todos esses pontos precisam trabalhar em torno do mesmo objetivo de negócio.

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O GTM serve para diminuir a distância entre as áreas das empresas e ajuda a criar uma estratégia que acompanhe o cliente desde o primeiro contato.

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É essa visão integrada que torna o Go-to-Market uma boa estratégia para que a sua operação crescer com mais consistência.

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Quer estruturar uma estratégia de GTM mais alinhada aos seus objetivos de negócio? Fale com a Traktor.

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