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Atualização do Smart Bidding do Google Ads e o fim das campanhas de baixo orçamento

Google Ads
23/9/2026
Guilherme Zanotto

Uma atualização do Smart Bidding do Google Ads, que começou a ser liberada em 17 de agosto e foi concluída em 27 de agosto de 2026, parece ter encerrado a "supressão de lances" (bid suppression) que permitia a campanhas limitadas por orçamento comprar cliques mais baratos e superar as metas de ROAS, segundo análise da Smarter Ecommerce. 

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O rollout alterou a forma como anunciantes com orçamento restrito competem nos leilões da plataforma, exigindo atenção redobrada de gestores de tráfego e equipes de e-commerce de alta performance.

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Neste artigo, você vai entender como essa atualização altera a dinâmica de leilões, quais foram os impactos medidos no comportamento de custos e quais caminhos sua operação deve seguir.

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O que mudou na atualização do Smart Bidding?

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O Google descreve a modificação como um ajuste voltado para entregar uma performance mais previsível e alinhada à meta definida, sobretudo quando ocorrem alterações de orçamento.

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Antes dessa alteração, a restrição orçamentária impunha uma dinâmica conhecida como supressão de lances.

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Nessa configuração antiga, o algoritmo reagia de forma mais conservadora, esticando o orçamento disponível e permitindo que campanhas limitadas capturassem cliques mais econômicos, superando frequentemente suas metas de retorno sobre o investimento publicitário.

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Contudo, a leitura de que essa atualização encerrou de vez tal comportamento e eliminou a supressão de lances é uma conclusão da Smarter Ecommerce, liderada por especialistas como Mike Ryan, fundamentada no comportamento do mercado pós-rollout.

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O Google mantém a posição de que o objetivo central é a precisão em relação ao alvo comercial, e não uma alteração intencional para encarecer o tráfego nas redes de pesquisa.

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O que os dados da Smarter Ecommerce revelam sobre o impacto?

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Para mensurar os reflexos da atualização, a análise acompanhou o comportamento de diversas contas de e-commerce e performance.

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Os números apontam que o custo por clique mediano de campanhas com ROAS alvo limitadas por orçamento subiu 15,8% logo após o dia 17 de agosto.

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Em contrapartida, o cenário foi diferente para as contas sem restrição orçamentária, onde o CPC mediano caiu 13% no mesmo intervalo.

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Antes do rollout, mais da metade das campanhas limitadas conseguia superar a meta de ROAS estabelecida, enquanto entre as campanhas não limitadas apenas 30% superavam e 57% apenas batiam a meta.

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É fundamental ressaltar que esses indicadores não vêm de relatórios oficiais divulgados pelo Google.

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Leia também: Como corrigir anúncios de pesquisa reprovados

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Como a parcela de impressões (impression share) e o CPC foram afetados?

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A dinâmica do leilão sofreu alterações profundas na forma como o orçamento interage com a competitividade das palavras-chave.

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As perdas de parcela de impressões (impression share) por classificação (rank) despencaram de aproximadamente 45% para cerca de 30%, ao passo que as perdas motivadas por restrição de orçamento dispararam de cerca de 4% para 33%. 

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Isso significa que as campanhas passaram a esbarrar diretamente no teto financeiro estipulado, reduzindo a parcela de impressões mediana das limitadas de 40% para 31%.

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O reflexo direto recaiu sobre o custo por clique, com o CPC mediano das campanhas limitadas subindo de €0,38 para €0,44, enquanto o das campanhas sem limitação caiu para €0,33, sugerindo uma migração de oportunidades baratas para anunciantes com fôlego orçamentário ilimitado.

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Leia também: Nova atualização dos lances do Google Ads

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Por que essa mudança importa para quem gerencia campanhas de performance?

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Muitas campanhas que pareciam excepcionalmente eficientes no passado tiravam proveito indireto da maneira como o algoritmo lidava com contas sob teto orçamentário.

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O próprio Google exemplifica que uma campanha limitada com um CPA-alvo de US$10 que entregava resultados a US$5 pode agora se aproximar dos US$10, a menos que o gestor realize ajustes na meta.

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O mesmo princípio se aplica às campanhas orientadas por retorno sobre o investimento publicitário.

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Trata-se de uma evolução comportamental esperada pela engenharia da ferramenta, e não de uma falha técnica, exigindo que os profissionais entendam que a eficiência anterior era moldada pela antiga resposta do sistema à restrição de capital.

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Leia também: Google testa resumos feitos por IA nos anúncios de pesquisa

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Quais caminhos o anunciante deve seguir diante desse novo cenário?

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Diante do novo patamar de custos e da perda de flexibilidade nas contas limitadas, especialistas exigem avaliar alternativas estratégicas.

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Entre as opções estão aceitar um volume menor de alcance, aproximar a meta de retorno que historicamente a campanha consegue entregar, injetar mais orçamento onde a conta fecha financeiramente ou repensar o modelo de lances adotado.

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Na mesma linha, a recomendação oficial do Google orienta revisar as campanhas limitadas que superavam as metas de forma atípica para verificar se os alvos atuais ainda representam com fidelidade os objetivos do negócio.

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Vale ponderar, contudo, que o impacto de longo prazo no ROAS ainda carece de amostragem temporal mais ampla, visto que a atribuição de conversão leva tempo e é prudente aguardar a estabilização completa da performance.

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Quais são as principais dúvidas sobre a atualização do Smart Bidding?

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O que é a supressão de lances (bid suppression) no Google Ads?

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Trata-se de um comportamento anterior do algoritmo em que campanhas limitadas por orçamento recebiam lances mais conservadores para esticar o capital disponível, gerando muitas vezes cliques mais baratos e ROAS acima da meta.

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O que mudou no Smart Bidding em 17 de agosto?

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O Google iniciou um rollout de atualização concluído em 27 de agosto de 2026, projetado para entregar previsibilidade e aderência mais rigorosa às metas, o que os analistas apontam como o fim da supressão de lances.

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Por que o CPC das minhas campanhas limitadas por orçamento subiu?

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Porque, segundo análises de mercado da Smarter Ecommerce, a eliminação da supressão de lances fez com que o sistema competisse de forma mais agressiva pelo leilão até atingir o teto de orçamento, elevando o custo por clique.

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O que fazer com campanhas que superavam a meta de ROAS?

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É recomendável revisar as metas de ROAS para alinhá-las à nova realidade de entrega do algoritmo ou avaliar a expansão do orçamento para evitar estrangulamento precoce no leilão.

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