Imagine um consumidor que antes abria a pesquisa tradicional, entrava na Amazon e lia sites de avaliação para escolher uma nova televisão. Hoje, ele simplesmente abre o seu assistente inteligente e pede uma recomendação sobre o melhor custo-benefício.
Essa mudança ilustrativa de comportamento já é uma realidade sólida no mercado. Segundo a PYMNTS Intelligence, 19% dos adultos nos Estados Unidos (o que equivale a cerca de 49,6 milhões de pessoas) já começaram a pesquisa de produtos pela IA.
A influência da inteligência artificial virou a porta de entrada para dezenas de milhões de consumidores e, ao controlar esse primeiro passo, passa a influenciar diretamente as opções que eles veem e escolhem. Neste artigo, você vai entender toda a dimensão dessa mudança.
Quantos consumidores já usam IA para pesquisar produtos?
Atualmente, cerca de 19% dos adultos nos EUA, o que significa quase 49,6 milhões de pessoas, já utilizam ativamente os assistentes generativos como o ponto de partida oficial para pesquisar e descobrir novos produtos online.
Dentro desse grupo, 39 milhões são chamados de "switchers", ou seja, consumidores que abandonaram os canais tradicionais para começar suas jornadas de consumo quase que exclusivamente por prompts.
Por outro lado, outros 10,6 milhões atuam como "augmenters", representando as pessoas que ainda misturam o uso das novas tecnologias com as buscas convencionais.
Os números provam que quanto mais a pessoa domina a ferramenta, menos ela volta a usar o buscador comum para compras.Tanto que os usuários avançados tendem a abandonar a descoberta convencional quase duas vezes mais rápido do que os usuários casuais.
Dessa forma, entre os 53% de adultos que já aplicam essas ferramentas em tarefas pessoais, a tecnologia passou a participar, em média, de 28% de todas as suas escolhas no varejo.
Por conta desse alto volume, estima-se que as compras assistidas por assistentes virtuais gerem cerca de US$74 bilhões por trimestre. Curiosamente, a maior fatia financeira dessa revolução (US$42 bilhões) não vem dos chamados early adopters, mas sim de usuários comuns.
Mesmo que a maioria da população ainda não comece sua jornada pelos chats de IA, a parcela que já migrou possui um peso gigante. Portanto, esse impacto cresce rapidamente à medida que o novo hábito se consolida na rotina das pessoas.
Como a IA na decisão de compra muda o que o consumidor leva?
A inserção da tecnologia na etapa de pesquisa altera a escolha final do cliente, provocando mudanças nos carrinhos de compra.
De acordo com os dados, 83% daqueles que pesquisaram produtos com ferramentas generativas acabaram mudando pelo menos uma decisão ao longo do caminho, sendo que apenas 17% dos usuários afirmaram não ter sofrido nenhuma influência.
O maior aprendizado desse cenário é que a tecnologia faz o consumidor repensar aquelas escolhas que ele já estava acostumado a fazer no piloto automático.
Um comprador que antes repetia a mesma marca por anos, de repente, passa a pedir indicações por preço, qualidade de encaixe, prazo de entrega ou facilidade de garantia.
Com isso, cada transação no varejo se transforma em uma nova luta para conseguir entrar na pequena lista de indicações (shortlist) do algoritmo. Os maiores valores transacionados estão com quem mudou de rota durante a pesquisa.
Quem realizou uma compra não planejada influenciada pelos assistentes acabou gastando em média US$1.564 em três meses, enquanto quem experimentou um novo varejista injetou US$1.430 no novo parceiro. A média geral desse público fechou em US$931.
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Por que a busca automatizada coloca as marcas líderes em risco?
Estar no topo da velha página de resultados do Google ou ganhar destaque na vitrine da Amazon não adianta de nada se o cliente nunca chegar a ver essas listas.
Quando a inteligência artificial analisa os produtos, ela ignora o tamanho e a fama da empresa no mercado, além de não se importar com a quantidade de dinheiro investido em anúncios nos canais antigos.
Assim, marcas menores e empresas novas estão ganhando cada vez mais espaço. A influência das respostas automáticas levou cerca de 15,9 milhões de consumidores americanos a comprar de marcas que eles nunca tinham usado antes.
Além disso, apresentou novas lojas para outros 10,8 milhões de usuários, formando um grupo que gastou mais de US$15,1 bilhões naquele mesmo trimestre. Basicamente, essa tecnologia facilita a comparação de preços, taxas de frete e prazos.
Com isso, uma loja pequena consegue competir de igual para igual com empresas gigantes. Por conta dessa facilidade, produtos muito parecidos, onde apenas a parte técnica e o preço decidem a venda, se tornaram os mais frágeis diante dessa mudança.
Ao mesmo tempo, as vendas geradas pelos velhos anúncios pagos começaram a perder território e visitas. Para se ter uma ideia, quase 9,5 milhões de pessoas abandonaram a pesquisa normal para usar aplicativos focados em inteligência artificial.
Enquanto isso, os sites focados em avaliações perderam o acesso direto de 1,2 milhão de internautas.
lém deles, outras 10,6 milhões de pessoas trocaram a pesquisa do Google pelas respostas automáticas geradas dentro da própria plataforma, o que entrega respostas na hora, mas não gera nenhum clique para os sites.
Diante dessa migração rápida, a busca comum pode ter perdido a exposição de quase US$1,1 bilhão em anúncios de varejo em um único trimestre.
Em resumo, depender apenas dos antigos anúncios pagos ou de redes de afiliados vai acabar deixando a sua marca de fora de uma parte muito rica, e que não para de crescer, dessa nova jornada de compras.
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O que sua marca pode fazer agora para proteger a aquisição?
Aparecer de forma assertiva nas respostas generativas está ficando tão vital quanto garantir a primeira posição na SERP ou nas vitrines de grandes marketplaces, e quem esperar a adoção chegar na massa para investir perderá clientes na base.
Para capturar as oportunidades dessa nova jornada de aquisição, aplique os seguintes passos na sua operação:
- Isole e analise o tráfego gerado: Separe o tráfego vindo diretamente de ferramentas inteligentes dentro do analytics da empresa para avaliar como o seu preço e a presença da sua voz em canais de terceiros atraem a atenção dessa audiência. Veja como isso impacta o Planejamento de SEO para 2027.
- Mantenha uma auditoria recorrente: Avalie os assistentes pelo menos uma vez ao mês para verificar se a sua otimização voltada para a inteligência generativa (GEO) está operando bem ou se necessita de refinamentos para diferentes modelos de linguagem. Entenda a lógica de auditoria em O que 9 milhões de respostas de IA dizem sobre a visibilidade de busca.
- Refine os dados de produto: O algoritmo só pode indicar produtos fáceis de ler, então torne as suas descrições mais precisas, organize bem as tabelas de frete, clareie a política de atendimento e mantenha o registro de disponibilidade atualizado em tempo real, pois são esses detalhes de especificação que o sistema utiliza para validar o valor de uma oferta.
- Mapeie as vulnerabilidades: Identifique quais das suas categorias de mercadorias possuem maior risco de troca e sofrimento para a concorrência, priorizando a correção semântica nesses itens.
A pesquisa indica que 61,7% dos internautas que já pesquisam via assistentes topariam realizar o pagamento do item lá mesmo dentro do chat, provando que o conflito pela captura e retenção no checkout nativo é o próximo passo do setor.
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Conclusão
O impacto da adoção da IA na decisão de compra comprova que mesmo quando o consumidor finaliza o carrinho em uma grande loja que já conhece, a influência gerada pelas respostas das máquinas foi determinante para decidir qual mercadoria entraria no carrinho.
A disputa feroz pelo pagamento no chat generativo ainda está dando os primeiros passos, mas a corrida para ser listado na recomendação já está valendo bilhões.
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Perguntas frequentes (FAQ)
Como a IA influencia a decisão de compra do consumidor?
A inteligência artificial muda escolhas consolidadas reabrindo o processo de comparação. De acordo com a pesquisa da PYMNTS Intelligence, 83% das pessoas que pesquisam nesses novos canais alteram o preço alvo, trocam de loja ou mudam de marca antes de fechar a compra final.
Quantos consumidores usam IA para pesquisar produtos?
Segundo os números de mercado captados nos EUA, 19% dos adultos do país, o que representa aproximadamente 49,6 milhões de consumidores, já utilizam as novas tecnologias como primeiro passo na rotina de descoberta de novos produtos.
Quais marcas ganham com a busca por IA?
Marcas menores, desafiantes e varejistas de nicho acabam ganhando com a redução da vantagem que corporações detinham através da mídia paga. O algoritmo julga os atributos técnicos de forma fria, facilitando a troca e a inserção de novos entrantes nas preferências de busca.
O que é GEO (Generative Engine Optimization)?
É a disciplina focada em preparar e otimizar os conteúdos e dados da sua empresa para que os modelos generativos encontrem, classifiquem e recomendem o seu site dentro das respostas oferecidas aos usuários em formato de texto.
Como saber se meu site recebe tráfego vindo de I A?
As plataformas de analytics conseguem registrar e classificar a origem de visitas que aportam através de links contidos nas respostas desses assistentes, o que permite separar o comportamento desses internautas da navegação tradicional.

