Nosso cérebro está cada vez mais cheio de informações e é natural que ele decida no que prestar atenção ou não. 

Quando a sua persona está em uma página ou em uma rede social, uma imagem bem posicionada e chamativa pode mudar o rumo do lead.

Porque, convenhamos, dentre tantas e tantas imagens que aparecem para nós no scroll do Instagram ou qualquer outra rede social, páginas e aplicativos, poucas realmente conseguem cativar a gente.

Você já deve ter se perguntado o que esses anúncios cativantes têm em comum.

É isso que iremos refletir hoje neste texto: como, afinal, criar imagens que chamem a atenção do seu público-alvo nos anúncios?

Como avaliar se uma arte é boa ou não?

Já vamos começar entendendo que não existem regras ou premissas que se apliquem a toda e qualquer peça publicitária online. O que vamos trazer aqui são algumas dicas que, certamente, se aplicam - ou deveriam - em grande parte das artes para anúncios. 

Para isso, vamos partir de alguns critérios que nos dizem se uma arte é boa ou não.

“Mas, como avaliar uma arte? Isso não é relativo?”

Sim, mas não muito. Calma, vamos explicar.

Nossa equipe de design criou recentemente um teste para avaliar se uma peça é boa ou ruim, utilizando como método o algoritmo de redes neurais para segmentar criativos.

O indicador foi definido pelo resumo de métricas como Taxa de conversão,Taxa de engajamento e CTR.

As variáveis ou critérios para a análise foram:

  • Copy grande ou pequeno
  • Peça clara ou escura
  • Peça poluída ou clean
  • Tipo de imagem
  • Versão da peça
  • Branding

Comparação entre arte boa e arte ruim.

Esse teste para mensurar a performance de uma peça foi realizado na conta de apenas um cliente, mas já conseguimos tirar algumas conclusões iniciais

Tais conclusões foram úteis para identificar como essas variáveis influenciam na percepção de uma arte que converte e de uma que não converte.

Por exemplo, imagens com informações mais objetivas tenderam a ter um maior engajamento do que imagens poluídas visualmente.

Para saber mais sobre o teste, clique aqui.

5 truques para criar imagens que convertem sozinhas

Agora que identificamos os critérios que separam o trigo do joio, vamos ver algumas dicas que podem virar o jogo nos criativos dos seus anúncios.

Essas dicas são tão boas que sua peça vai converter por si só.

Bora lá?

  1. Tenha UM objetivo claro na peça

A arte do anúncio, seja de Display, de rede social ou aplicativo, precisa ter um objetivo claro e específico

Por exemplo, digamos que você fez um anúncio no Instagram no formato de carrossel que tem como objetivo de campanha a conversão.

Essa conversão é levar o lead até um formulário para receber um e-book.

A imagem desse anúncio deve induzir o lead a realizar essa ação - e somente essa ação.

Não é recomendado que você inclua outras ações como “Solicite contato” ou “Conheça a empresa”, dentro de um mesmo anúncio. 

Isso pode fazer a pessoa ficar confusa e desviar o foco dela para uma ação que nem é o objetivo principal.

Veja como esse anúncio da Nubank é claro e objetivo em sua comunicação e arte:

O objetivo é um só: pedir o cartão.

  1. Contraste e cores importam e não é pouco

Dentro das boas práticas de CRO, sabemos que qualquer página tem que ter contraste entre as cores para chamar a atenção.

A nível de peças para anúncio, isso não muda. Pelo contrário: é até mais importante.

Porque, pensa aqui, se a primeira coisa que a pessoa faz quando um anúncio mexe com ela é olhar a imagem, as cores devem estar bem distribuídas, certo? 

Quem atua nessa frente é o contraste, ou seja, a diferença de uma cor para a outra que compõe a arte. Essa divergência entre as cores chama a atenção.

Afinal, se eu somar um laranja com um verde, fica meio blé, né?

De duas uma: ou você passou o mouse para ler ou leu com muita dificuldade - chega a doer os olhos.

Mas e se eu pegar esse mesmo laranja em um fundo preto? Opa. Bem melhor.

Outro ponto importante com relação ao contraste é considerar não apenas as cores da arte, mas da própria plataforma

A maioria delas possui fundo branco, então buscar cores de fundo para contrastar com o branco é uma boa ideia.

  1. Use imagens e elementos que se conectem com a persona

Imagine que você está anunciando para uma marca a qual tem como público-alvo skatistas.

No criativo, você insere a imagem de um cara ternado, todo formal, e os elementos têm formatos mais retos.

(É só um exemplo, é claro que você não faria isso.)

Você acredita que esse criativo atrairia o público desejado pela marca?

Para esse tipo de público, faria mais sentido imagens de pessoas praticando o esporte, por exemplo, e elementos que remetem mais ao informal, como os abstratos e irregulares.

Utilizar imagens e elementos que refletem a persona é a forma visual que o anúncio tem de se comunicar com ela. Se esses aspectos do criativo não flertam com o público certo, o anúncio será rejeitado.

Veja este anúncio da Avon:

O visual do anúncio é pensado para o público-alvo, que são mulheres que desejam ser representantes da marca.

Não podemos deixar de lembrar do básico: utilize imagens de qualidade. Nada de imagens borradas e pouco nítidas. A imagem é um dos primeiros pontos de atenção do anúncio, então, empenhe-se em encontrar uma imagem de excelente resolução.

  1. Cuide com a hierarquia do conteúdo 

Para o que exatamente você quer dar destaque no seu anúncio? Qual é a primeira coisa que o lead deve perceber?

Uma imagem, um título, um CTA?

Você deve, então, direcionar os olhos dele para os principais aspectos que você quer chamar atenção.

Como em uma hierarquia, terão partes da arte que devem ser notadas primeiro do que outras.

A ordem do que você prioriza dita muito sobre o quão engajado o lead pode ficar ao se deparar com o criativo.

O título tem o copy perfeito para captar a atenção do seu público? Então dê um destaque a ele. 

O CTA deve ser a última coisa que o lead deve perceber para, enfim, tomar uma ação? Posicione ele ao fim do criativo.

Essas são algumas ideias de como a hierarquia de conteúdo pode ajudar seu criativo a se destacar. 

Em linhas gerais, a imagem e texto principal vem primeiro na hierarquia

É importante dizer que nem sempre CTA é a parte que deve chamar atenção primeiro.

  1. Evite repetições

Falando em CTA: cuide com CTAs repetitivos. Plataformas como o LinkedIn já possuem um botão com texto prévio. Se o seu criativo tem um CTA, pode ficar poluído.

Afinal, é a mesma informação duas vezes - é claro que um CTA diferente também causa atrito, deixando o usuário confuso. 

Por isso, sempre indique onde o lead deve clicar

Uma forma de resolver isso incluindo uma frase como “clique no botão abaixo para saber mais” na arte. Assim, o lead tem claro o próximo passo.

Por último, evite utilizar mais de uma vez a logo no criativo. Além de poluir a imagem, pode estar roubando o espaço de outro elemento ou detalhe mais relevante.

Conclusão

Sabemos que esses truques são válidos não só para designers, mas para analistas de mídia e até responsáveis de marketing que lidam com criativos de anúncios.

Para que o processo criativo seja fluido entre os profissionais, é importante que o briefing seja feito corretamente, sem muito texto, porque isso torna  a arte menos visual, e com riqueza de detalhes, para que o designer saiba como a peça deve ficar.

Organizar um bom briefing é um passo necessário para criar artes que sigam um padrão de qualidade e entrega.

Para os designers que nos lêem, um bom conselho é: entenda que nem sempre o mais bonito vende, e sim o mais “adequado” para cada contexto e público.  

Antes de ir embora

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Lordão, Rafa Reis e Mariana Sanches

Mariana escreve os conteúdos da Traktor e Lordão e Rafa Reis são designers na Traktor e responsáveis pela parte técnica deste texto.