Os consumidores globais já recorrem às novas tecnologias para pesquisar marcas, buscar recomendações e decidir o que levar para casa.
O 10º relatório Future Shopper, conduzido pela VML em 2026, revela que a presença da IA na jornada de compra tornou-se um hábito consolidado.
Os dados globais mostram que uma parcela expressiva do público utiliza ferramentas de IA nas compras, embora o comportamento mude drasticamente na etapa final do funil.
O Brasil ganha destaque nesse cenário porque o nosso consumo digital supera a média do resto do mundo, isso abre um espaço para as marcas pegarem esse cliente que só está pesquisando na inteligência artificial e levá-lo até o pagamento.
Neste artigo, você vai entender exatamente como os dados do relatório Future Shopper ilustram o impacto dessas ferramentas no comportamento do consumidor e quais são as oportunidades para as marcas.
Como a inteligência artificial transformou a fase de pesquisa nas compras online?
O estudo aponta que 82% dos consumidores globais já utilizam recursos de inteligência artificial de alguma forma durante suas jornadas de compra.
O nível de confiança, no entanto, ainda exige etapas adicionais de validação, uma vez que 58% dessas pessoas checam as recomendações geradas em outras fontes tradicionais antes de efetuar o pagamento.
Isso significa que a fase de pesquisa foi ampliada e otimizada pela tecnologia, exigindo que os profissionais de marketing estruturem uma presença sólida tanto nas respostas geradas por IA quanto nos canais clássicos de validação e prova social.
O que o público espera ao receber recomendações virtuais?
O levantamento da VML destaca que 53% dos usuários valorizam recomendações que percebem como genuínas e livres de direcionamento comercial. Esse dado acende um sinal de alerta para as marcas que tentam disfarçar anúncios agressivos dentro de interações conversacionais.
O nível de exigência do público aumentou significativamente nos últimos meses, refletindo na percepção de 44% dos respondentes que acreditam que a qualidade geral dos resultados de busca piorou no último ano.
Esse descontentamento coletivo evidencia uma demanda por experiências mais precisas e personalizadas.
Todo esse cenário ocorre em um momento de leve ajuste no varejo online global, onde o consumo no ambiente digital passou de 53% no ano anterior para 51% na edição atual do estudo.
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Por que o Brasil se destaca globalmente na adoção tecnológica para consumo?
O mercado brasileiro apresenta uma maturidade digital impressionante que supera as principais potências econômicas do mundo. O país mantém 58% do seu volume de consumo financeiro concentrado no ambiente digital, ficando sete pontos percentuais acima da média global.
Esse desempenho coloca o Brasil à frente de mercados tradicionais como Estados Unidos e Reino Unido, permanecendo ao analisar o uso da tecnologia por etapa do funil, o destaque nacional fica ainda mais evidente e revela um padrão de comportamento único.
O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo no uso da ferramenta para inspiração de compras, registrando um índice de 4,94 na escala metodológica.
Na fase de busca ativa por informações, o país figura em terceiro lugar global com um índice de 4,08, assumindo a liderança isolada na América Latina em todas as fases da jornada.
O obstáculo surge no momento decisivo da transação, pois o índice de adoção recua drasticamente para 2,78 na etapa final de compra.
Essa queda entre o interesse inicial despertado pelos algoritmos e a transação financeira representa o principal desafio contemporâneo e a maior oportunidade para as marcas que desejam otimizar a conversão.
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De que forma as exigências digitais abrem caminho para o comércio agêntico?
A tolerância do consumidor brasileiro com jornadas de compra ineficientes ou burocráticas está cada vez menor. O estudo revela que 48,7% dos brasileiros não comprariam de empresas que falham em atender suas expectativas digitais de rapidez.
A busca por conveniência impulsiona preferências específicas, já que 48% dos entrevistados preferem realizar compras em lojas físicas sem nenhuma interação humana, marcando o maior índice de distanciamento social no varejo em toda a América Latina.
Essa predisposição para a automação abre um espaço para o avanço do comércio agêntico, um modelo onde assistentes virtuais realizam compras de forma totalmente autônoma em nome do usuário.
36% dos brasileiros estariam dispostos a dar um orçamento financeiro semanal caso ele fosse equipado com dispositivos inteligentes para realizar compras autônomas.
Esse número supera a média global de 33% e comprova uma disposição do público em terceirizar decisões aos algoritmos, mesmo que a adoção em larga escala ainda leve tempo para se consolidar.
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Quais estratégias as empresas precisam aplicar para capturar essa demanda?
O grande abismo entre a pesquisa impulsionada por algoritmos e a hesitação final na hora de passar o cartão exige ações focadas na experiência integral do usuário.
As marcas precisam garantir que seus produtos e conteúdos apareçam de forma confiável e verificável nos motores de respostas inteligentes, construindo uma autoridade técnica no mercado.
O esforço financeiro e criativo principal deve ser direcionado para reduzir atrito na transição entre a inspiração inicial do cliente e a página de checkout, transmitindo segurança para que o consumidor valide a recomendação recebida.
Organizar a casa, alinhar a comunicação em todos os pontos de contato e garantir uma navegabilidade fluida é o único caminho seguro para transformar o alto volume de pesquisas em receita.
Para navegar por essa transição sem comprometer o retorno sobre o investimento da sua operação, estruturar um planejamento ao lado de especialistas faz a diferença.
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