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Como o Google Ads deixou o SKAG para trás e o que isso mudou nas campanhas de busca‍

Google Ads
1/9/2026
Guilherme Zanotto

Quem gerenciava contas de Google Ads até alguns anos atrás provavelmente já trabalhou com a estratégia SKAG (Single Keyword Ad Group).

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A proposta era criar um grupo de anúncios para cada palavra-chave, adaptar o texto do anúncio ao termo pesquisado e levar o usuário para uma página alinhada àquela busca.

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Com esse nível de especificidade, era possível aumentar a relevância do anúncio e melhorar sua performance, inclusive com potencial de reduzir o custo por clique.

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Mas o Google começou a ampliar as buscas que poderiam ativar um anúncio, mesmo quando elas não eram exatamente iguais à palavra-chave cadastrada.

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Hoje, o SKAG perdeu espaço para estratégias mais automatizadas, nas quais o próprio Google analisa a busca do usuário para escolher os termos, anúncios e páginas mais adequados. 

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Neste guia, você vai entender:

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  • o que era o SKAG

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  • por que o Google deixou essa estratégia para trás

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  • como o AI Max muda a dinâmica das campanhas de busca

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  • e por que o conteúdo do seu site se tornou mais importante

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O que é SKAG?

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SKAG significa Single Keyword Ad Group, ou grupo de anúncios com uma única palavra-chave. A estratégia consistia em criar um grupo de anúncios específico para cada termo que a empresa queria trabalhar.

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A ideia era construir uma correspondência muito próxima entre três elementos:

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  • a palavra-chave pesquisada;

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  • o texto do anúncio;

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  • a página de destino.

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Assim, quando alguém pesquisasse determinado termo, encontraria um anúncio e uma página diretamente relacionados àquela busca.

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Esse nível de especificidade ajudava a aumentar a qualidade do anúncio e suas chances de aparecer em posições melhores, além de contribuir para diminuir o custo por clique.

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Por que o Google começou a mudar essa estratégia?

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O Google recebe todos os dias uma enorme quantidade de buscas diferentes. E nem todas têm a mesma intenção. Algumas pessoas estão fazendo pesquisas para aprender sobre determinado assunto. Outras já estão procurando diretamente um produto ou serviço para comprar.

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Para os anunciantes, as buscas com maior intenção de compra costumam ser mais valiosas. Porém, muitas buscas ficavam sem anúncios porque os anunciantes não consideravam esses termos eficientes.

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Para ampliar essa cobertura, o Google começou a mudar a forma como relaciona as palavras-chave e buscas. 

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Leia também:O que é GTM? Entenda como criar uma estratégia Go-to-Market

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Como o Google mudou a correspondência das palavras-chave?

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A mudança aconteceu aos poucos. Primeiro, o Google passou a permitir que uma palavra-chave acionasse um anúncio quando o usuário cometesse um erro de digitação. Depois, passou a considerar também buscas em que a ordem das palavras fosse diferente.

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Em seguida, começaram a entrar as chamadas variações próximas, em que a pesquisa apresentava uma forma semelhante à palavra-chave cadastrada. Até que a correspondência exata deixou de funcionar da mesma forma que antes.

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Mesmo utilizando os colchetes para indicar uma palavra-chave de correspondência exata, o anunciante já não tinha o mesmo controle sobre quais buscas poderiam acionar o anúncio.

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Em 2021, essa transformação chegou a um ponto decisivo e o modelo extremamente controlado do SKAG perdeu ainda mais espaço.

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Leia também: O que é Dark Funnel e como ele impacta a jornada de compra B2B?

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Como o fim do SKAG mudou a manutenção das campanhas?

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A evolução das correspondências mudou também o trabalho de manutenção das campanhas.

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Quando o SKAG era utilizado, havia bastante trabalho para colocar a campanha no ar, mas relativamente pouco para mantê-la, já que os anúncios apareciam para uma quantidade mais limitada de termos.

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Com a ampliação das buscas alcançadas, as campanhas começaram a exigir um acompanhamento muito maior das palavras-chave e dos termos que acionavam os anúncios.

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O trabalho de analisar essas buscas e negativar aquelas que não faziam sentido aumentou consideravelmente. A estratégia perdeu espaço porque o Google reduziu o controle sobre as buscas acionadas.

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Leia também: O que é inbound e por que a definição que você conhece já envelheceu

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O que veio depois do SKAG?

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Com o avanço da automação, o Google começou a assumir parte do trabalho que antes era feito manualmente pelos anunciantes. Essa mudança ganhou força com o AI Max, estratégia que usa o conteúdo do site e a intenção das buscas para ampliar os resultados das campanhas.

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Assim, a campanha depende menos da configuração manual de cada palavra-chave. Em vez de determinar manualmente todas as possibilidades, o sistema utiliza os conteúdos e as páginas disponíveis para encontrar oportunidades de busca.

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Leia também: Guia completo de Google Search Console para Iniciantes

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Como o AI Max funciona?

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O AI Max é uma estratégia que usa inteligência artificial para ampliar o alcance das campanhas de busca e encontrar novas oportunidades a partir da intenção do usuário.

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Em vez de depender apenas das palavras-chave configuradas pelo anunciante, o sistema utiliza o conteúdo disponível para definir quais buscas, anúncios e páginas têm mais relação entre si.

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1. Ampliação dos termos de busca

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O AI Max amplia os termos que podem acionar os anúncios com base na intenção da busca. Assim, a campanha consegue alcançar pesquisas que não estavam necessariamente configuradas de forma específica pelo anunciante.

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2. Personalização dos anúncios

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O sistema também utiliza as páginas disponibilizadas pelo anunciante para personalizar os textos dos anúncios. Isso faz com que o conteúdo do site tenha uma participação maior na forma como a campanha é construída.

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3. Escolha da página mais adequada

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Por último, o sistema tenta encontrar a melhor página para a intenção identificada na busca. O objetivo é fazer o melhor match possível entre busca, anúncio e página. Essa lógica é semelhante àquela que tornava o SKAG interessante.

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A diferença é que, agora, a inteligência artificial assume uma parte desse trabalho.

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Leia também: LinkedIn Ads Benchmark: Como os custos se comparam ao Google

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Como a automação mudou o trabalho dos anunciantes?

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A principal mudança é que parte do trabalho que antes era feito manualmente pelo anunciante fica sob responsabilidade da inteligência artificial. Para que o sistema consiga tomar essas decisões, ele precisa de mais informações sobre o negócio.

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Por isso, o site e páginas ganham importância. No modelo antigo, o anunciante conseguia definir boa parte da estrutura diretamente na campanha.

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Agora, o conteúdo disponível no site ajuda o Google a entender as diferentes buscas e escolher quais anúncios e páginas fazem mais sentido para cada uma delas.

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Leia também: Como usar o Lead Tracking do RD Station

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Por que a produção de conteúdo ganhou importância?

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A mudança do Google também afeta empresas que trabalham apenas com captura de demanda. O SKAG era uma estratégia muito focada em encontrar uma demanda que já estava pronta no mercado: alguém pesquisava um produto ou serviço e o anúncio aparecia para essa pessoa.

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Mas essa é apenas uma parte do potencial de mercado. 5% das pessoas estão prontas para comprar, enquanto os outros 95% ainda não estão nesse momento, mas podem estar futuramente.

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Por isso, empresas que produzem conteúdo para diferentes momentos da jornada podem estar mais preparadas para essa mudança. Com a plataforma usando mais informações do site, ter conteúdos para diferentes intenções também se torna importante para as campanhas.

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Leia também: O novo objetivo de SEO para 2026: Reconhecimento e não ranqueamento

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O AI Max já é tão eficiente quanto o SKAG?

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Embora o Google tenha anunciado uma expectativa de melhora de performance com o AI Max, os resultados observados inicialmente não apresentaram um grande ganho. Mas isso não significa que a tecnologia não possa evoluir.

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A tendência é que, conforme a tecnologia amadureça, a sua performance possa melhorar e se aproximar daquela obtida por estratégias anteriores. Porém, existe uma diferença importante entre os modelos.

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O SKAG era focado no fundo de funil, enquanto o AI Max pode alcançar outras etapas da jornada.

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Leia também: Como usar Claude e n8n para automatizar processos sem saber programar

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Como testar o AI Max?

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1. Faça um double check das URLs

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Antes de ativar a campanha, verifique as URLs que poderão ser utilizadas. As páginas escolhidas são determinantes para o resultado que a campanha poderá entregar.

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2. Mapeie as páginas por intenção

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Identifique quais páginas respondem a cada tipo de intenção de busca. A recomendação é produzir conteúdo de maneira intencional, preparando páginas específicas para aquilo que você deseja que a campanha consiga alcançar.

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3. Comece com um teste

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Não é necessário aplicar a estratégia em toda a conta. Separe uma campanha ou um grupo específico para testar o desempenho e entender se o modelo funciona bem para o seu negócio.

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4. Acompanhe os termos de busca

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Mesmo utilizando automação, continue acompanhando diariamente os termos e as intenções que estão aparecendo na conta. Isso permite entender o que as pessoas estão procurando e adaptar o conteúdo do site de acordo com essas necessidades.

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Leia também: Mlabs: Como gerenciar redes sociais de vários clientes ao mesmo tempo

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Conclusão: O que o fim do SKAG mostra sobre o Google Ads?

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A evolução do SKAG para estratégias automatizadas também mudou a divisão do trabalho entre anunciante e Google. Com isso, o anunciante deixou de controlar cada detalhe da relação entre palavra-chave e busca.

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Em contrapartida, passou a precisar oferecer mais conteúdo e uma estrutura de site capaz de fornecer informações para que a inteligência artificial consiga trabalhar. O ponto central não é simplesmente abandonar o Google Ads ou substituir completamente uma estratégia por outra.

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É entender que o modelo de captura de demanda está mudando, e empresas que ainda não construíram uma estrutura de conteúdo podem ter mais dificuldade para acompanhar essa evolução.

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O SKAG foi uma estratégia muito eficiente dentro da lógica de busca que existia anteriormente. Mas o Google mudou essa lógica ao longo dos anos.

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Agora, para acompanhar a evolução da plataforma, é preciso pensar em quais buscas existem, quais intenções estão por trás delas e quais conteúdos sua empresa tem para responder a essas pessoas.

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